Música #7 – Músicas Marcantes em Séries

Salve mochileiros! Hoje quero compartilhar com vocês algumas músicas de séries que foram marcantes para mim. Alguns são aberturas, outros músicas que tocaram em episódios específicos que entoaram momentos de diversão e reflexão. Se liga nesta lista, espero que gostem!

Obs: Para evitar as propagandas nos vídeos use a extensão Adblock, disponível para os navegadores Google Chrome e Mozilla Firefox 🙂

10 – MR ROBOT

9 – BETTER CALL SAUL

8 – GAME OF THRONES

7 – SHERLOCK

6 – WALKING DEAD

5 – FALLING SKIES

4 – PERSON OF INTEREST

3 – BATTLESTAR GALACTICA

2 – DEXTER

1 – LOST

 

No próximo post musical farei uma lista com músicas de filmes, não percam! Abraço e até breve 😉

O acorde perfeito

Lira

 

O melhor fragmento de sonata

que já chegou aos meus ouvidos

Foi como um facho de luz que arrebata,

delírio dos seis sentidos.

 

Distinta composição de curvas melodiosas

emanadas por natureza peculiar

Cordas vibrantes e impetuosas

forjadas no vento solar.

 

Não há palavras que eu me refira

a representar seu significado

Os sons que eu ouvira (sentira!)

estão guardados, compartimentados

E sempre por mim reverenciados,

Lira.

 

Backpacker

 

Nas Fronteiras da Imaginação

VR

 

Na procura destes breves momentos,

Em cada toque, verso ou acorde…

Gravitamos um ao outro em pensamento.

 

Fita o universo que criei só pra nós, nossa frequência!

Repousa sem medo nessa sintonia,

Despida de qualquer interferência.

 

Um mundo com nossas leis e horizontes sem fim,

Onde se respira paz e se expira reciprocidade

Não se preocupe mais com o tempo

Você já reside em mim…

 

Backpacker

 

Hoje o mochileiro comemora 1 ano de existência, e pausa para refletir sobre sua jornada que começou através de um lampejo, um breve pulsar. Talvez tenha alcançado seu ápice em eletricidade, mas ainda não sabe onde esse caminho irá levar…

 

A Fórmula da Felicidade

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Ávido viajante se encontra num ciclo permanente: Deseja o que não possui; Corre alucinado pela conquista; E quando alcança o que desejou, insatisfeito, se direciona a outro desejo. O que é útil ou valioso está sempre do lado de fora: no outro ou com o outro. Logo, o viajante se consterna pois para ele a vida passa a se figurar por uma ininterrupta busca, de uma felicidade aparente. Uma corrida pelo querer e pela diversidade, injusta se observada somente no ponto de vista do plano das formas. Claro, não há oportunidades e distribuição justa de aptidões nesta viagem alucinante. Um panorama pessimista se formata, anunciado pelos filósofos que ousaram dissertar sobre o livre-arbítrio.

Parafraseando Léon Denis, em seu Problema do Ser, do Destino e da Dor: considerando a questão mais de perto, vê-se que a liberdade é suficiente para permitir que a alma quebre este círculo e escape às forças opressoras. Mas como proceder, visto que o que vemos no outro é reflexo de nós mesmos, aos quais buscamos como fios elétricos necessitados de uma conexão?

Prossegue Denis, ao salientar que a liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e moralidade. Sem ela, não seria ele mais do que um autômato, um joguete das forças ambientes: sendo assim a noção da moralidade é inseparável da de liberdade.

Por este lado, o argumento filosófico ruma para o entendimento de que a busca real da felicidade reside em nós, não na aparência mas sim na essência. Na construção e prática de valores morais. Temos a liberdade condicionada e esta extensão à coletividade, pois do ponto de vista moral, ainda não dominamos e governamos a nós mesmos.

O escritor encerra, com uma fórmula a nos guiar neste caminho:

Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões inferiores, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão.

Isto só se pode obter por uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas: libertação física pela limitação dos apetites; libertação intelectual pela conquista da verdade; libertação moral pela procura da virtude. É essa a obra dos séculos. Mas, em todos os graus de sua ascensão, na repartição dos bens e dos males da vida, ao lado da concatenação das coisas, sem prejuízo dos destinos que nosso passado nos inflige, há sempre lugar para a livre vontade do homem.

 

O Sábio

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Sábio é aquele que se equilibra diante das ondas turbulentas

Como o exímio trapezista do Soleil

Reflete sempre o melhor de si

Mesmo quando as cortinas se fecham

 

Passa despercebido com sua lúcida e altiva massa cinzenta

Pois que não se curva ao homem velho — nem a seu atavismo coletivo de desvarios

Se sacia do elixir da vida

E morre de contentamento

 

É como um cometa que em sua trajetória se ornamenta

Em cada plano que orbita

Por tempo determinado

Envolto em partículas de aprimoramento

 

Ainda que se apresente em veste frágil e loucura aparente

Não lhe negue a passagem livre

Por estas terras de contágio iminente

Este vale de tormentos

 

Talvez nesta jornada, de curiosidade sedenta

O contraste revele o que discernir

E o sábio — que habita todos nós — nos oriente

Um propósito e os caminhos a seguir

 

Kalki

 

Divagações interdimensionais

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Plano das formas: aparência

 

Latitude, longitude, amplitude.

Princípio inteligente: consciente, inconsciente, subconsciente.

Vetor diretivo azimutal: Tempo

Sensações, impressões, recordações.

Receptor de dados e manifestação: Cérebro

Reptiliano, límbico, neocórtex.

Instinto, emoções, intelectualidade.

Leis regentes: Gravidade, termodinâmica, relatividade.

Força motriz: Magnetismo

 

Plano das ideias: consciência

 

Limiar do eixo espaço-tempo.

Pensamento, sentimento, memória.

Veículo de manifestação orbital: Perispírito

Não-circunscrito, não-fixo, fluídico.

Estabilização, cocriação, transferência.

Além do eixo espaço-tempo.

Sede da inteligência e moral: Espírito

Matéria quintessenciada, criação, armazenamento

Matriz energética do Eu Superior

 

Além dos planos: superconsciência

Desígnio primordial

Origem, destino e caminho: “Dados insuficientes para uma resposta significativa”

 

 

Experiências Poéticas

Desde que comecei a escrever poesias com maior frequência, um novo universo se abriu pra mim, na literatura e na prática. Provei com todas fórmulas possíveis que nada sabia, e hoje menos ainda sei.

Eu conhecia um pouco de Drummond, Pessoa, Bukowski, Byron, e olhe lá. Desconhecia o leque de regras e estilos possíveis, oportunidade que me foi concedida em meu ingresso na CPP – Casa dos Poetas e da Poesia, administrada pela poetisa Edith Lobato e que conta hoje, em dois anos de existência, com quase 300 membros entre os quais me incluo, reunindo-me a vários poetas e poetisas do Brasil, Portugal e Espanha.

Logo tomei nota de uma porção de estilos possíveis: acróstico, cordel, galope, indriso, overtrip, plêiade, poetrix, prosa poética, tautograma, imagem-poesia e tema-poesia. Estou aprendendo aos poucos cada estilo, e recentemente me debruçando mais sobre os últimos dois campos, de tema e imagem. Tratam-se de temas e imagens votadas mensalmente pelos moderadores da CPP, que ficam à disposição para criarmos textos à partir delas. Darei um exemplo de cada.

Tema-Poesia pode ser uma palavra, frase ou ideia que permita que a inspiração poética se origine dele. Uma das minhas participações, em dezembro, foi no tema: “Escuta, vem nascendo poesia”. Daí surgiu a ideia para o poema Acordes do Sertão, já publicado aqui no blog.

No que tange à imagem, a cada mês recebemos uma foto ou figura, com situação ou cenário disposto, a fim de conduzir-nos ao exercício poético. No mês de setembro, a imagem votada foi esta figura a seguir, que originou o respectivo poema, ainda inédito aqui no blog:

Aphrodite

Ligeia

Afrodite se invejaria com tua perfeição:

.

Oxum esculpiu dos corais

Refinada em licores e sais

Embalada nas águas termais

És Deusa de nossos mananciais!

.

Proteger os navegantes é sua missão:

.

Sejam viajantes ou pescadores

Suaviza da labuta suas dores

Enfrenta mares e rios sem temores

Expedição digna de louvores!

.

Luta com bravura pela igualdade e união:

.

As fronteiras são sua amargura

Ser delicado, és mel e candura

Com moral de elevada envergadura

A nos envolver com sua ternura!

.

Ser de luz a nos guiar pela escuridão:

.

Singular e onipresente

Seriedade contundente

Tão sábia e prudente

Farol de amor incandescente

Por favor, nos alimente!

.

Espero que tenham gostado e caso quiserem se aprofundar um pouco mais no tema, inseri links sobre cada estilo poético, para serem estudados e praticados. Sei que em minha blogosfera existem vários poetas e poetisas, logo fica o convite de aprimoramento e novas experiências a todos.

Abraços e até a próxima!

Memória Metálica

Continuação de Conto de um Futuro IdealCapítulo II

Capítulos anteriores: PrólogoIntrodução

“Se você acha que o conhecimento custa caro, experimente optar pela ignorância.” Abraham Lincoln

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Os meandros da evolução são infinitos e inquietantemente aleatórios. Ou a sensação da aparente aleatoriedade nada mais é que a ignorância das leis que regem o universo (!?). Haveria um mecanismo capaz de explicar realmente quem somos, de onde viemos e para onde vamos?

Parece que esta resposta estaria um pouco mais próxima. Após 40 mil anos da parceria firmada com os Elhirem, não só passamos a explorar as galáxias na velocidade da luz e nos abastecermos diretamente do hidrogênio das estrelas… garimpamos materiais exóticos em cada quadrante dos aglomerados vizinhos, sendo que um deles nos trouxe uma revelação espontânea que há muito nossa civilização esperava.

Os Elhirem já dominavam intuitivamente esse conhecimento, mas os humanos arrogantes que nunca deixamos de ser, precisávamos de uma prova científica cabal. Falo da nossa existência anterior ao corpo material e após a morte dele. Não adiantaram as evidências esmagadoras apresentadas no decorrer dos milênios (Rivail e Crookes que o digam); para saciar nossa incredulidade e prepotência precisaríamos de algo mais mastigado em nossas mãos, um recurso incontestável que se apresentasse a todos, individualmente.

Trata-se de um metal, que denominara-se Atmeno, extraído primeiramente em uma pequena lua no aglomerado IV da galáxia de Andrômeda.

Foi um susto geral quando trouxemos as primeiras amostras para Unit. Pasmem, mas o cidadão humano que era exposto alguns minutos a metros de distância de uma pequena partícula desse metal, entrava em um aparente estado vegetativo temporário (mais tarde explicado como uma EQM – Experiência de Quase Morte) e horas depois retomava seu corpo, relembrando fatos que vira “do outro lado” e até mesmo memórias pretéritas de supostas outras existências. Um tipo de emancipação que, a contragosto dos críticos e céticos, gerou um efeito encadeado que se apresentou pouco a pouco a cada ser inteligente do planeta. Os Elhirem certamente se divertiram com esta nossa “saída forçada do casulo”.

Abriu-se a porta de uma dimensão posterior. Múltiplos despertares, um entendimento mais holístico da trajetória de cada um, entre conquistas, dificuldades e responsabilidades. Passado o “susto” descobriram-se ainda potentes utilidades “comerciais” do material. Os mais conectados lembrar-se-ão do início do séc.XXI (antes da Revolução Galáctica) quando já se armazenava centenas de terabytes em nanoprocessadores de dióxido de silício, germânio ou gálio?

Então, essa liga metálica híbrida contendo o Atmeno, mesclada em proporção 3:1:1 com titânio e grafeno seria capaz de armazenar nossas memórias diárias, sem necessidade alguma de computadores, e ainda termos acesso as nossas trajetórias milenares além da matéria. O usuário solicita e através de uma neurocirurgia é inserido um grão de 5nm (tamanho 20 vezes menor que um vírus qualquer) no centro de sua glândula pineal.

Ela capta todas nossas atividades, decisões, de forma complexa e armazena cópias instantaneamente. Nos tornamos mais conectados novamente como seres humanos, pois a “nuvem” de armazenamento é a mesma para todos, e incorruptível. Tem auxiliado muito as pessoas no ambiente de trabalho, nas universidades e no dia a dia do cidadão comum.

Dizem os engenheiros genéticos por aqui que o número atômico do elemento descoberto guarda intrincada relação com uma teoria de Leonardo de Pisa. A tal Sequência Fibonacci encerraria o conjunto das características que definem as configurações biológicas, os arranjos estelares e a constituição de cada elemento químico conhecido. E agora sabemos que era algo ainda maior do que isso…

“Eu, um universo de átomos, um átomo no universo.” Richard Feynman

Música #6 – Surpresas de 2017

Hot Thoughts melting our minds.

Já havia mencionado em Junho o quão fraco musicalmente estava o ano de 2017, com pouquíssimos álbuns recomendáveis, como os já citados Crack-Up (Fleet Foxes), For Crying Out Loud (Kasabian), I See You (The XX), entre outros medianos, tais como o Ti Amo (Phoenix) e o Somersault (Beach Fossils).

A questão é que o ano teve uma reviravolta positiva, e não sei se foi devido ao meu aprofundamento maior para os lançamentos, já considero como um dos melhores anos da década no que tange à boa música.

Avaliei até o momento 41 álbuns lançados no ano, através da plataforma Rate Your Music, seis deles avaliados como 4/5, o que considero um nível excelente e outros dezesseis como 3,5/5, nível ainda considerado como muito bom em meus critérios.

A seguir faço uma compilação dos 10 melhores álbuns de 2017, seguido respectivamente pelas notas e músicas favoritas:

1 – SPOON (Hot Thoughts)    4/5
2 – KASABIAN (For Crying Out Loud)   4/5
3 – FLEET FOXES (Crack-Up)    4/5
4 – THE NATIONAL (Sleep Well Beast)   4/5
5 – KING GIZZARD AND THE LIZARD WIZARD (Flying Microtonal Banana)   4/5
6 – ALVVAYS (Antisocialities)   4/5
7 – THE XX (I See You)    3,5/5
8 – QUEENS OF THE STONE AGE (Villains)    3,5/5
9 – FLOTATION TOY WARNING (The Machine That Made Us)    3,5/5
10 – SUFJAN STEVENS (Planetarium)    3,5/5

Merecem aqui uma menção honrosa, por não figurarem nesta lista: o álbum homônimo do Slowdive, os lançamentos de Arcade Fire (Everything Now) e LCD Soundsystem (American Dream) e os bons álbuns do Mount Eerie e Ayreon.

Deixo como críticas negativas os lançamentos do Incubus (8) e do Foo Fighters (Concret and Gold), bandas que acompanho desde o início e que não me agradaram em nada nos álbuns de 2017.

Por enquanto é isso, mochileiros. Ainda temos boas expectativas para os lançamentos do The Killers (Wonderful), Cut Copy (Haiku From Zero) e MGMT (Little Dark Age), entre outras gratas surpresas que poderão ocorrer até o mês de dezembro.

Para acompanhar diariamente dicas nestes estilos musicais é só me acompanhar no RYM, Last.FM ou Spotify. Abraço e até a próxima!

 

 

 

Alicerces da Evolução

temapoesia

Decerto que não és simples edificação,

que se vê comumente por estas terras.

É ponto de partida para outra dimensão:

d’onde uma gama de enigmas se encerra…

As paredes não são pintadas

pelo menos, não de forma simplória:

nelas figuram-se telas espelhadas

onde podes entrever sua trajetória!

Nesta casa não é lícito mentir

se faz profícua tal explanação

Seus alicerces poderiam ruir…

a verdade é seu pilar de sustentação.

Nela se acomodam duas fortalezas,

que se engendram em pura sintonia:

uma onde se acumulam memórias e riquezas,

n’outra onde pulsa, epicentro de harmonia!

Neste momento, caro(a) companheiro(a)

já haveis compreendido esta breve lição:

Os alicerces a que me refiro nada mais são…

que sua mente e seu coração.

Helvüs