Divagações interdimensionais

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Plano das formas: aparência

 

Latitude, longitude, amplitude.

Princípio inteligente: consciente, inconsciente, subconsciente.

Vetor diretivo azimutal: Tempo

Sensações, impressões, recordações.

Receptor de dados e manifestação: Cérebro

Reptiliano, límbico, neocórtex.

Instinto, emoções, intelectualidade.

Leis regentes: Gravidade, termodinâmica, relatividade.

Força motriz: Magnetismo

 

Plano das ideias: consciência

 

Limiar do eixo espaço-tempo.

Pensamento, sentimento, memória.

Veículo de manifestação orbital: Perispírito

Não-circunscrito, não-fixo, fluídico.

Estabilização, cocriação, transferência.

Além do eixo espaço-tempo.

Sede da inteligência e moral: Espírito

Matéria quintessenciada, criação, armazenamento

Matriz energética do Eu Superior

 

Além dos planos: superconsciência

Desígnio primordial

Origem, destino e caminho: “Dados insuficientes para uma resposta significativa”

 

 

Experiências Poéticas

Desde que comecei a escrever poesias com maior frequência, um novo universo se abriu pra mim, na literatura e na prática. Provei com todas fórmulas possíveis que nada sabia, e hoje menos ainda sei.

Eu conhecia um pouco de Drummond, Pessoa, Bukowski, Byron, e olhe lá. Desconhecia o leque de regras e estilos possíveis, oportunidade que me foi concedida em meu ingresso na CPP – Casa dos Poetas e da Poesia, administrada pela poetisa Edith Lobato e que conta hoje, em dois anos de existência, com quase 300 membros entre os quais me incluo, reunindo-me a vários poetas e poetisas do Brasil, Portugal e Espanha.

Logo tomei nota de uma porção de estilos possíveis: acróstico, cordel, galope, indriso, overtrip, plêiade, poetrix, prosa poética, tautograma, imagem-poesia e tema-poesia. Estou aprendendo aos poucos cada estilo, e recentemente me debruçando mais sobre os últimos dois campos, de tema e imagem. Tratam-se de temas e imagens votadas mensalmente pelos moderadores da CPP, que ficam à disposição para criarmos textos à partir delas. Darei um exemplo de cada.

Tema-Poesia pode ser uma palavra, frase ou ideia que permita que a inspiração poética se origine dele. Uma das minhas participações, em dezembro, foi no tema: “Escuta, vem nascendo poesia”. Daí surgiu a ideia para o poema Acordes do Sertão, já publicado aqui no blog.

No que tange à imagem, a cada mês recebemos uma foto ou figura, com situação ou cenário disposto, a fim de conduzir-nos ao exercício poético. No mês de setembro, a imagem votada foi esta figura a seguir, que originou o respectivo poema, ainda inédito aqui no blog:

Aphrodite

Ligeia

Afrodite se invejaria com tua perfeição:

.

Oxum esculpiu dos corais

Refinada em licores e sais

Embalada nas águas termais

És Deusa de nossos mananciais!

.

Proteger os navegantes é sua missão:

.

Sejam viajantes ou pescadores

Suaviza da labuta suas dores

Enfrenta mares e rios sem temores

Expedição digna de louvores!

.

Luta com bravura pela igualdade e união:

.

As fronteiras são sua amargura

Ser delicado, és mel e candura

Com moral de elevada envergadura

A nos envolver com sua ternura!

.

Ser de luz a nos guiar pela escuridão:

.

Singular e onipresente

Seriedade contundente

Tão sábia e prudente

Farol de amor incandescente

Por favor, nos alimente!

.

Espero que tenham gostado e caso quiserem se aprofundar um pouco mais no tema, inseri links sobre cada estilo poético, para serem estudados e praticados. Sei que em minha blogosfera existem vários poetas e poetisas, logo fica o convite de aprimoramento e novas experiências a todos.

Abraços e até a próxima!

Memória Metálica

Continuação de Conto de um Futuro IdealCapítulo II

Capítulos anteriores: PrólogoIntrodução

“Se você acha que o conhecimento custa caro, experimente optar pela ignorância.” Abraham Lincoln

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Os meandros da evolução são infinitos e inquietantemente aleatórios. Ou a sensação da aparente aleatoriedade nada mais é que a ignorância das leis que regem o universo (!?). Haveria um mecanismo capaz de explicar realmente quem somos, de onde viemos e para onde vamos?

Parece que esta resposta estaria um pouco mais próxima. Após 40 mil anos da parceria firmada com os Elhirem, não só passamos a explorar as galáxias na velocidade da luz e nos abastecermos diretamente do hidrogênio das estrelas… garimpamos materiais exóticos em cada quadrante dos aglomerados vizinhos, sendo que um deles nos trouxe uma revelação espontânea que há muito nossa civilização esperava.

Os Elhirem já dominavam intuitivamente esse conhecimento, mas os humanos arrogantes que nunca deixamos de ser, precisávamos de uma prova científica cabal. Falo da nossa existência anterior ao corpo material e após a morte dele. Não adiantaram as evidências esmagadoras apresentadas no decorrer dos milênios (Rivail e Crookes que o digam); para saciar nossa incredulidade e prepotência precisaríamos de algo mais mastigado em nossas mãos, um recurso incontestável que se apresentasse a todos, individualmente.

Trata-se de um metal, que denominara-se Atmeno, extraído primeiramente em uma pequena lua no aglomerado IV da galáxia de Andrômeda.

Foi um susto geral quando trouxemos as primeiras amostras para Unit. Pasmem, mas o cidadão humano que era exposto alguns minutos a metros de distância de uma pequena partícula desse metal, entrava em um aparente estado vegetativo temporário (mais tarde explicado como uma EQM – Experiência de Quase Morte) e horas depois retomava seu corpo, relembrando fatos que vira “do outro lado” e até mesmo memórias pretéritas de supostas outras existências. Um tipo de emancipação que, a contragosto dos críticos e céticos, gerou um efeito encadeado que se apresentou pouco a pouco a cada ser inteligente do planeta. Os Elhirem certamente se divertiram com esta nossa “saída forçada do casulo”.

Abriu-se a porta de uma dimensão posterior. Múltiplos despertares, um entendimento mais holístico da trajetória de cada um, entre conquistas, dificuldades e responsabilidades. Passado o “susto” descobriram-se ainda potentes utilidades “comerciais” do material. Os mais conectados lembrar-se-ão do início do séc.XXI (antes da Revolução Galáctica) quando já se armazenava centenas de terabytes em nanoprocessadores de dióxido de silício, germânio ou gálio?

Então, essa liga metálica híbrida contendo o Atmeno, mesclada em proporção 3:1:1 com titânio e grafeno seria capaz de armazenar nossas memórias diárias, sem necessidade alguma de computadores, e ainda termos acesso as nossas trajetórias milenares além da matéria. O usuário solicita e através de uma neurocirurgia é inserido um grão de 5nm (tamanho 20 vezes menor que um vírus qualquer) no centro de sua glândula pineal.

Ela capta todas nossas atividades, decisões, de forma complexa e armazena cópias instantaneamente. Nos tornamos mais conectados novamente como seres humanos, pois a “nuvem” de armazenamento é a mesma para todos, e incorruptível. Tem auxiliado muito as pessoas no ambiente de trabalho, nas universidades e no dia a dia do cidadão comum.

Dizem os engenheiros genéticos por aqui que o número atômico do elemento descoberto guarda intrincada relação com uma teoria de Leonardo de Pisa. A tal Sequência Fibonacci encerraria o conjunto das características que definem as configurações biológicas, os arranjos estelares e a constituição de cada elemento químico conhecido. E agora sabemos que era algo ainda maior do que isso…

“Eu, um universo de átomos, um átomo no universo.” Richard Feynman

Música #6 – Surpresas de 2017

Hot Thoughts melting our minds.

Já havia mencionado em Junho o quão fraco musicalmente estava o ano de 2017, com pouquíssimos álbuns recomendáveis, como os já citados Crack-Up (Fleet Foxes), For Crying Out Loud (Kasabian), I See You (The XX), entre outros medianos, tais como o Ti Amo (Phoenix) e o Somersault (Beach Fossils).

A questão é que o ano teve uma reviravolta positiva, e não sei se foi devido ao meu aprofundamento maior para os lançamentos, já considero como um dos melhores anos da década no que tange à boa música.

Avaliei até o momento 41 álbuns lançados no ano, através da plataforma Rate Your Music, seis deles avaliados como 4/5, o que considero um nível excelente e outros dezesseis como 3,5/5, nível ainda considerado como muito bom em meus critérios.

A seguir faço uma compilação dos 10 melhores álbuns de 2017, seguido respectivamente pelas notas e músicas favoritas:

1 – SPOON (Hot Thoughts)    4/5
2 – KASABIAN (For Crying Out Loud)   4/5
3 – FLEET FOXES (Crack-Up)    4/5
4 – THE NATIONAL (Sleep Well Beast)   4/5
5 – KING GIZZARD AND THE LIZARD WIZARD (Flying Microtonal Banana)   4/5
6 – ALVVAYS (Antisocialities)   4/5
7 – THE XX (I See You)    3,5/5
8 – QUEENS OF THE STONE AGE (Villains)    3,5/5
9 – FLOTATION TOY WARNING (The Machine That Made Us)    3,5/5
10 – SUFJAN STEVENS (Planetarium)    3,5/5

Merecem aqui uma menção honrosa, por não figurarem nesta lista: o álbum homônimo do Slowdive, os lançamentos de Arcade Fire (Everything Now) e LCD Soundsystem (American Dream) e os bons álbuns do Mount Eerie e Ayreon.

Deixo como críticas negativas os lançamentos do Incubus (8) e do Foo Fighters (Concret and Gold), bandas que acompanho desde o início e que não me agradaram em nada nos álbuns de 2017.

Por enquanto é isso, mochileiros. Ainda temos boas expectativas para os lançamentos do The Killers (Wonderful), Cut Copy (Haiku From Zero) e MGMT (Little Dark Age), entre outras gratas surpresas que poderão ocorrer até o mês de dezembro.

Para acompanhar diariamente dicas nestes estilos musicais é só me acompanhar no RYM, Last.FM ou Spotify. Abraço e até a próxima!

 

 

 

Alicerces da Evolução

temapoesia

Decerto que não és simples edificação,

que se vê comumente por estas terras.

É ponto de partida para outra dimensão:

d’onde uma gama de enigmas se encerra…

As paredes não são pintadas

pelo menos, não de forma simplória:

nelas figuram-se telas espelhadas

onde podes entrever sua trajetória!

Nesta casa não é lícito mentir

se faz profícua tal explanação

Seus alicerces poderiam ruir…

a verdade é seu pilar de sustentação.

Nela se acomodam duas fortalezas,

que se engendram em pura sintonia:

uma onde se acumulam memórias e riquezas,

n’outra onde pulsa, epicentro de harmonia!

Neste momento, caro(a) companheiro(a)

já haveis compreendido esta breve lição:

Os alicerces a que me refiro nada mais são…

que sua mente e seu coração.

Helvüs

Sexualidade: Um Ponto de Vista

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Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente. Léon Denis

Tem-se como conceito firmado e largamente aceito de que o orgulho e o egoísmo são as maiores chagas da humanidade. O orgulhoso não sabe conviver com as diferenças, pois é prepotente e se sente superior ao outro, logo almeja que todos sejam iguais, em aparência ou comportamento. O egoísta quer ser atendido de imediato, preferencialmente por pessoas que pensem como eles, a fim de impedir qualquer tipo de conflito. Logo, o ego também é o inverso da indulgência, pois que não tolera diferenças.

Ambos (orgulho e egoísmo) não são adeptos da racionalidade e razoabilidade, deixando-se levar facilmente pelas paixões. Se o sujeito porta esses sentimentos em sua expressão mais exacerbada, desencadeia-se o seguinte pressuposto: “Se as escrituras que considero sagradas dizem em algum momento que o certo é o homem se relacionar com uma mulher, e todo resto deve ser condenado, pronto”. Encontra-se aí o cerne da questão e a sina do orgulhoso: esquecer-se-á todos os demais trechos, principalmente aquele que sugere que devemos “amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Condenarão tudo que lhe é diferente a partir de uma revelação supostamente elevada, em um trecho comodamente moldado conforme seus interesses, de forma erroneamente interpretada se observado o contexto mais abrangente.

O sujeito que se mascara através das chagas destacadas neste preâmbulo, o orgulho e o egoísmo, descontente com a tentativa pugnaz de ultrajarem seus preconceitos, tentará ainda se defender através de um conhecimento supostamente científico: dirão que os caracteres que levam à homossexualidade ou transexualidade seriam “falhas em processos biológicos” ou ainda resultantes da “sinergia entre fatores antrópicos causados pela nossa forma de vida”. Observações estapafúrdias, visto que se observarmos a natureza no âmbito holístico, veremos seres estagiando nos variados reinos, já propensos ou portadores das distintas manifestações sexuais.

Depreende-se que tudo se encadeia na natureza, segundo Léon Denis (1846-1927): do átomo ao arcanjo, e que seres que principiam nos variados reinos da vida hoje, tornar-se-ão espíritos aptos a habitarem corpos cada vez mais complexos e superiores.

Quereria então o sujeito, protagonista deste breve enredo, que condenássemos Deus, por criar infinitos mistérios e diferentes modos de viver ao seu bel-prazer? Este seria o ápice do ego, em contragosto dos argumentos apresentados, a empalar o sujeito em um casulo de nítidas contradições, a nublar os significados mais justos. Ou agradecemos a bendita oportunidade de conviver com aquele que é diferente, uma lição de  humildade que nos evolve rumo a uma nova dimensão de progresso?

Assim conclui-se que a orientação sexual não molda caráter e os valores morais, mas sim nossa educação que os moldam. Caminhemos portanto, neste sentido, para termos opiniões cada vez mais consistentes e uma vida equilibrada com respeito perante às diferenças naturais.

Kalki

Referências Consultadas:

  • Opinião: Sexo, Sexualidade(s) e Espiritismo. Danilo Arnaut. Disponível neste artigo.
  • FAQ do NEFCA – Núcleo Espírita de Filosofia e Ciências Aplicadas. Questão 15.