Reflexão

 

compassinhands

Tantas guerras e ódio,

intolerância desmedida.

Competição rumo a um pódio,

de cicatrizes e feridas.

 

Enquanto presos na dicotomia

entre a ilusão e o conhecimento,

outros sofrem, dia após dia

à procura de alimento.

 

Sede e fome de corpo e espírito!

denunciam a pobreza do nosso momento

construímos satélites, arranha-céus…

sofisticados equipamentos,

mas nos arrastamos em passos de formigas

na jornada do sentimento.

 

De que adiantam o intelecto e as aptidões

usados com tamanha desventura?

intensificando a amargura

e a desigualdade entre as nações?

 

Criamos diversos “-ismos”,

ideologias e religiões…

nos intitulamos como especiais!

tamanho ego resultou em separatismo

ideais que deveriam servir para nos unir mais!

 

Afinal, quando conviveremos tal como verdadeiras civilizações?

 

Kalki

“Vamos lutar por um mundo de razão. Um mundo em que a ciência e o progresso vão levar à felicidade de todos”

Charles Chaplin (1940)

Música #1

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Aos poucos pretendo trazer recomendações musicais, modelando o perfil que pretendo para o blog. Logo, independente de período pré-determinado, irei apresentar 3 álbuns por postagem, os quais avalio na plataforma RateYourMusic, sendo respectivamente:

1 – Álbum que considero uma obra-prima, que todos devem ter a oportunidade de ouvir (nota = 5);

2 – Álbum lançado no mês ou ano do post e que achei válido recomendar (notas variadas 3-5);

3 – Álbum “decepção” do mês (nota <=2,5).

Clocks & Clouds – The Creation of Matter

Trio instrumental dos EUA (Minneapolis) formado em 2010. Composto por Stephanie Shogren (violino), Lucas Shogren (violoncelo) e Derek Powers (bateria), o trio combina instrumentação clássica com a estética do rock. Já possuem 2 álbuns próprios, além de tributos, cito os de Beethoven e Muse.

Teenage Fanclub – Here

Banda de rock alternativo e folk formada no Reino Unido em 1989. Composto por Norman Blake (vocal / guitarra), Raymond McGinley (vocal / guitarra), Gerard Love (vocal / baixo), Francis Macdonald (bateria), e Dave McGowan (teclados e guitarra). Tem uma trajetória regular desde 1991, apesar de não ser uma banda reconhecida no mainstream musical, e lançou em agosto deste ano seu décimo primeiro disco.

Kings of Leon – Walls

A decepção do mês. Nem vou me alongar. Eu tinha uma esperança no retorno daquele Kings of Leon que conhecemos em Youth & Young Manhood (2003) e Aha Shake Heartbreak 2004. Mechanical Bull (2013) deu esta esperança aos fãs daquela originalidade, que deu sinais de voltar em Supersoaker. Ledo engano. Walls demonstra uma apatia do início ao fim, uma falta de vontade e aqueles falsetes apelativos que buscam o encantamento do “novo” público da banda. Eu encerro minhas expectativas por aqui, deixando Slow Night, So Long, meu single favorito, nas paredes estruturadas que ficarão nas boas memórias.

Atalho

 

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Amélie Poulain

um enigma

me incito a decifrar…

 

Toda desajeitada,

leva a vida desacreditada

não se permite mais a sonhar.

 

Almeja se sentir inteira,

mas parece uma relíquia aos pedaços

mal cabe em um abraço

coração gélido

alma latente em estado vítreo

sonha com um novo destino

que bata a porta de seu livre-arbítrio.

 

Criativa e perspicaz

com imenso altruísmo a ressoar

combate as cicatrizes de forma audaz

se põe a caminhar

aos poucos recupera seus retalhos

motivação que a deixa em paz.

 

Passou a projetar nos outros

tudo que a vida poderia lhe proporcionar

e quando menos esperava

encontrou o seu atalho.

 

Helvüs

Inspirado no filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”.

“Sem você as emoções do amanhã serão apenas pele morta das emoções do passado.”  (Hipólito)

Memento #2

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A parceria Jonathan Nolan / J.J.ABrahms demonstra que está no auge da criação e direção, e após a ótima série Person of Interest, a nova série Westworld (2016) chega às telas da HBO, inspirada no filme de mesmo título dirigido em 1973 por Michael Crichton.

Com cenário e roteiro que esbanjam criatividade, possui ainda elenco recheado de atores premiados, e cito alguns: Anthony Hopkins, Jeffrey Wright, Ed Harris, Evan Rachel Wood e Rodrigo Santoro. Com apenas 3 episódios já se situa no rank 1 do IMDb com média 9,2.

Clique aqui para visualizar o perfil completo da série no IMDb.

Difícil é a tarefa de categorizar essa obra-prima que se iniciou, pois seu ela engendra diversos aspectos. A produtora o classifica como drama, ficção científica e western. Este último gênero é o faroeste  que tem raízes no cinema mudo e se popularizou até a década de 60. Tarantino tentou resgatá-lo recentemente com Django Livre.

O fato é que o enredo apresenta uma época (ainda não mencionada), em que os humanos criam cópias sencientes à partir de impressoras 3d de tecnologia avançada. Por si só já é um tema desafiador, pois mescla facetas da tecnologia e neurociência que suplantam nosso panorama científico da realidade. Clicando neste link do The Verge, é possível verificar que já existem experimentos envolvendo a criação de tecido humano com estas impressoras, mas corpos completos (e complexos) ainda parecem estar a milênios da nossa percepção atual.

Essas inteligências artificiais ou nem tanto assim são inseridas em um parque temático programado por empresa especializada, onde são projetados como “anfitriões”, para que os humanos que puderem pagar desfrutem das aventuras neste local como “convidados”. Destaco local pois não sabemos ainda se trata-se de uma dimensão física ou virtual (voto pela segunda devido as evidências que foram deixadas até o terceiro episódio).

Trata-se de um parque arquitetado como o Velho Oeste, coordenado pelo diretor executivo do parque, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) e sua equipe. Nesta “dimensão” os androides tem seu comportamento meticulosamente programado para acreditarem que são humanos e vivem em um mundo real. Em suma, neste espaço os convidados podem fazer o que quiserem, sem obedecer à regras ou leis.

No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma ameaça evolução, à medida que as consciências artificiais passam a guardar resquícios de memórias ou até mesmo memórias completas das situações que estão vivendo. Entre os residentes do parque, está Dolores (Evan Rachel Wood), programada para ser uma garota do campo, que está dando sinais nítidos do bug evolutivo e visualizando que sua existência, até o momento, não passa de um roteiro para a diversão dos ricos.

No entanto, pouco se demonstrou até agora a respeito do mundo real, tão somente o espaço da empresa, as mentes e máquinas que produzem os personagens deste intrigante jogo psicológico que já nos gera n perguntas com tão poucos episódios e nos incentiva a mergulhar ainda mais fundo no prosseguimento da série.

Não dá pra não citar o clima Lost no decorrer da narrativa, nos detalhes da trilha sonora de Ramin Djawadi e típico do modo thriller que Abrahms insere com maestria.

Ao se deparar com este panorama tecnológico relembro o brilhante Isaac Asimov com seu Multivac em The Last Question,a série Battlestar Galactica de Larson e Moore e o recente Ex Machina de Alex Garland. Inteligências artificiais que evoluem ao ponto de confrontarem seus criadores não são novidade,  porém a abordagem que Nolan traz é original, complexa e digna de grande audiência (e dores de cabeça aos filósofos de boteco, que como eu perderão horas a fio discutindo seus meandros e analogias derivadas).

Assista aqui o conto The Last Question (legendado)

Ademais, fica o convite para que você acompanhe esta ótima série,  no intuito de aumentarmos cada vez mais nosso arsenal de especulações (fictícias ou não) e depurarmos os papos de boteco e do cotidiano, que sejam cada vez mais edificantes e nos elevem, e estou convicto que Westworld é uma dessas obras que prometem ser de primeiro escalão.

Nikola Tesla

 

Créditos: By MaxwellsMacros (Own work) [CC BY-SA 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)], via Wikimedia Commons

 

Tesla nos brindou com sua maestria

sonhava com as livres distribuições

métodos e sistemas de acesso à energia

origem limpa e custo zero

sustentava suas intenções

se esforçou com muito esmero

 

Ledo engano

 

Pois os líderes da corporações

nesta terra corroída pela avareza

marionetes das nações

manipuladas com extrema destreza

se apossaram de seus grandes inventos

ambição sistêmica

com altos custos burlaram o real intento

corrupção epidêmica

ecossistemas ao desalento.

 

Impacto programado

por outro lado há convicção

existem mentes a vibrar na frequência da natureza

compatíveis com as ideais deste grande cientista

os danos podem ser mitigados

iniciativas relevantes e manifestações

o objetivo vital vai sendo retomado

e os segredos revelados:

 

Futuro que se arquiteta com clareza

 

Backpacker

Quotes: 

Throughout space there is energy. Is this energy static or kinetic? If static our hopes are in vain; if kinetic – and we know it is, for certain – then it is a mere question of time when men will succeed in attaching their machinery to the very wheel work of Nature. Many generations may pass, but in time our machinery will be driven by a power obtainable at any point in the Universe. — Nikola Tesla (1889) 

Let the future tell the truth and evaluate each one according to his work and accomplishments. The present is theirs; the future, for which I really worked, is mine. Nikola Tesla (1927)

Ápice

 

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Foge no cotidiano

de qualquer descontentamento

sabe que se manifesta

em um corpo de elementos

em decaimento.

 

Despurificado

enraizado

escravizado

mindset ultrajado.

 

Tem sede por justiça e igualdade

nesta odisseia

se desvia no plano das formas

o pensamento depende de ação

respira do sonho e da ficção

real só é o plano das ideias

já indicava Platão.

 

Se acautela no que pinta

há tintas que dilaceram

e não cicatrizam

pigmentos que não se colmatam.

 

Pensa no caminho que tem a percorrer

vive no mundo sem ser do mundo

conhecimento é sim poder

instrumento fecundo

cresce em doses racionais

se fixa em raízes emocionais

floresce no ápice da consciência.

 

Árvore que dá fruto

sabedoria provém das reminiscências

e do mais sutil e arguto

se distribui e invade pela essência.

 

Helvüs

 

Cinema #1

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Vou iniciar as recomendações de cinema, trazendo sempre 5 filmes na postagem, independente do gênero. Começo com três indicações de ficção científica que é meu gênero favorito e duas comédias para aliviar a tensão no fim de semana:

1 – Contato (1997)

Baseado no livro homônimo de Carl Sagan, conta a história de uma astrônoma (Jodie Foster) que descobre um sinal de rádio inteligente vindo do Espaço. Desvendando o sinal, ela e outros cientistas descobrem que aquilo são instruções para a construção de uma enorme máquina, que os possibilitaria o contato com as formas de vida extra-terrestres.

Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro em 1998, considero uma obra-prima, obrigatório para os amantes do gênero. Possui média 7,4/10 no Imdb na opinião de mais de 200.000 pessoas e 8,0 entre os usuários do Cineplayers. Eu dei um 10 sem pensar duas vezes.

2 – Ex Machina: Instinto Artificial (2015)

Caleb, um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman, o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava, uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto que Caleb não sabe mais em quem confiar.

3 – Perdido em Marte (2015)

Mark Watney é um astronauta que é abandonado em Marte após sua equipe achar que ele morreu em uma tempestade de areia. A partir daí, o homem precisa descobrir uma maneira de sobreviver no planeta deserto e retornar à Terra.

4 – O homem que completou 100 Anos, pulou a janela e desapareceu (2013)

Allan Karlsson, um homem de 100 anos de idade, pula de uma janela e desaparece. Ele embarca em uma inesperada jornada que envolve vários assassinatos e uma maleta cheia de dinheiro. Pouco depois, Karlsson coloca toda a nação de cabeça para baixo. Mas ele tem experiência nisso, pois já tinha feito a mesma coisa antes, só que com o mundo inteiro.

5 – Dois caras legais (2016)

O detetive Jackson Healy é contratado por uma funcionária da justiça para investigar um caso de desaparecimento da sua filha. À medida que o trabalho fica cada vez mais complicado, ele decide dividir a investigação com o atrapalhado Holland March.

Bons filmes e até a próxima!

Pulsar

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Na infinitude dos multiversos,

em uma viagem alucinante!

me deparo com olhos cativantes

desativo os motores FTL

preciso arriscar alguns versos…

 

Um ser de singular melodia,

digna de notas sem fronteiras!

se camufla em aparente rebeldia

não percebe a energia que irradia

acintosamente verdadeira.

 

Incerto é seu caminho,

tantos fardos suportados…

seu pensamento parece um turbilhão!

tento me aproximar desta nebulosa

por gravidade ou persuasão.

 

Memórias leves voltam a emergir,

sedimento as desventuras com a força da evolução

e no instante em que estavas a sucumbir

reativo minha centelha vital

reencontro minha melhor versão.

 

Sigo nesta jornada, reabastecido de satisfação,

as dimensões de nada valem…

sem estes encontros que nos impulsionam,

essa presença e eletricidade

tal como um evento de singularidade

um verdadeiro pulsar

fonte inesgotável de inspiração.

Backpacker

 

Memento #1

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me·men·to (latim memento, lembra-te) substantivo masculino 1. Oração eclesiástica que principia por aquela palavra. 2. Livro de lembranças, agenda onde se anota o que se quer recordar. 3. Obra em que estão resumidas as partes essenciais de um assunto, de uma ciência. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Nesta interface do blog, pretendo trazer momentos, reflexões, frases, vídeos ou ainda resenhas de séries, filmes e animes. Escolhi o título Memento pois ele resume a ideia a ser construída, algo como uma recordação que impressiona e perdura em nosso pensamento.

Posso dar início a uma série por vários motivos, mas ela só prende minha atenção até o fim se ela tiver o propósito de SOMAR/AGREGAR, seja no que tange ao intelecto, à moral ou ainda, que me permita desenvolver cenários análogos em minha mente acerca destes atributos, propiciando reflexões, experiências que podem vir a contribuir em nosso cotidiano como seres humanos.

Uma série que acompanhei desde o início e recomendo é Person of Interest. Nela o ator Michael Emerson (Harold Finch) é um programador que trabalhou para o sistema antiterrorismo do governo dos EUA e ficou frustrado quando descobriu que o programa priorizava a possibilidade dos atentados coletivos, descartando crimes envolvendo pessoas normais em seu cotidiano, os quais o sistema considerava irrelevantes.

Logo ele criou sua própria versão da intitulada Machine para decifrar os fatos ocorridos com estas singularidades que passavam despercebidas à matriz. Não vou entrar em mais detalhes, pois desejo que vocês assistam a série, que foi finalizada em 2016 em um total de cinco temporadas.

Entretanto, uma conversa entre Harold e sua máquina, num enredo que envolveu uma partida de xadrez e escolhas difíceis, trouxe uma analogia bem interessante sobre como devemos agir com as pessoas. Compartilho para reflexão e certo de alcançar o interesse dos leitores nesta série que achei fantástica:

“Você pediu para eu te ensinar xadrez e eu te ensinei. É um exercício mental útil. 

E através dos anos muitos pensadores ficaram fascinados com ele. 

Mas não gosto de jogar. Sabe porque não? 

Porque foi um jogo que nasceu em uma época brutal, onde a vida valia muito pouco. E todos acreditavam que algumas pessoas valiam mais do que outras. Reis e peões. 

Não acho que ninguém valha mais do que ninguém.

Não invejo as decisões que você terá que tomar. E um dia eu terei partido, e você não terá mais com quem conversar. Mas se não lembrar de mais nada, por favor lembre-se disso: Xadrez é apenas um jogo. 

Pessoas de verdade não são peças. 

E não se pode atribuir mais valor a umas em detrimento das demais. Não para mim. Nem para ninguém mais. Pessoas não são uma coisa que você pode sacrificar. 

A lição aqui é que quem olha para o mundo, como se ele fosse um tabuleiro de xadrez, merece perder.”                                                                    

 Person Of Interest – Temporada 4, Episódio 11.

Pálido Ponto Azul

Pálido Ponto Azul foi o título atribuído a fotografia da Terra realizada pela sonda espacial Voyager 1, em 1990, de uma distância aproximada de 6,4 bilhões de quilômetros.

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Esta foto inspirou Carl Sagan a elaborar o livro com o mesmo nome, em meados de 1994:

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus frequentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes.

Nossas atitudes, nossa pretensa importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida.

O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, em meio a toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos.                                                (Cap. I – Você está aqui)

Comecei a ler esta obra-prima hoje, e estou mais curioso a cada capítulo com os pensamentos de Sagan. Com linguagem científica, didática e de leitura prazerosa, o autor tem como objetivo apresentar uma visão geral de outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir.

Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles um razão a mais para partir? – Questiona o autor já na introdução.

Apesar da década em que foi escrito, Pálido Ponto Azul se mantém como um livro atual em suas conjecturas filosóficas e científicas. Se existiram conquistas nos últimos anos no campo da Astronomia, o que não se pode negar no âmbito intelectual, pouco se pode dizer do prisma moral, no qual o ser humano ainda permanece em estágio embrionário.

É certo dizer que a evolução não se dá em saltos.

 Com esta minha primeira indicação literária, almejo que o leitor expanda seu senso crítico e estruture o conhecimento acerca dos mecanismos e leis que regem o Universo. Um passo de cada vez, sempre com base no crivo da razão.

Finalizo com uma citação de Herculano Pires (em Agonia das Religiões):

“A razão é a minha bússola. A verdade, o meu norte.”